Notícia
em 12/07/2009


         Por falta de ventos, regatas do último dia são canceladas. Líderes da sexta-feira são proclamados vencedores e recebem prêmios neste sábado no YCI. No S40, argentino Cusi 5 superou Mitsubishi/Gol

         A falta de ventos, que permitiu a realização de apenas uma regata na quinta e na sexta-feira, foi pior neste sábado. Variando entre 2 e 4 nós de velocidade, os juízes tentaram várias vezes montar as boias e as raias, mas não conseguiram. Os veleiros ficaram parados até às 15 horas, quando a organização decidiu cancelar as provas do dia e premiar os líderes de todas as classes da sexta-feira. Ao contrário do que ocorreu no ano passado, este ano foi implantada a ORC Internacional geral, reunindo os barcos das categorias 500 e 600. Por isso, o campeão da ORCi 500, Touché Super, de Ernesto Breda, não foi o vencedor geral. O título da 36ª. Rolex Ilhabela Sailing Week ficou com o Loyal/Red Nose, de Marcelo Massa, que somou 12 pontos perdidos, contra 14 do Touché Super, segundo colocado.
        
         "Estou muito feliz por ter vencido pela primeira vez a Rolex. Já havia sido vice, mas estou mais contente com a molecada da tripulação. Temos sete caiçaras a bordo, que sentiram o gosto inesquecível desta vitória”, comentou Marcelo Massa, que começou a comemoração na hora em que as regatas do dia foram oficialmente anuladas. "Estouramos nossa champanhe e ainda vamos comemorar bastante.”
        
         Ganhador de um relógio Rolex, Marcelo Massa disse que seu barco, um JV 47 pés, velejou muito bem e por isso quebrou o favoritismo do Touché Super, que estava invicto na temporada. Na programação deste ano, o Loyal/Red Nose vai disputar o Circuito Rio e as últimas duas etapas da Copa Mitsubishi/Circuito de Ilhabela de Vela.
        
         Já Ernesto Breda, do Touché Super, garantiu não ter ficado aborrecido com o resultado. "Pela previsão do tempo pela manhã, achava impossível a realização de duas regatas. Só com uma seria muito difícil reverter a situação”, disse o comandante, ganhador do Circuito de Santa Catarina, da Búzios Sailing Week e do Warm Up de Ilhabela. "Acho que o título do Loyal foi superjusto. Eles fizeram uma campanha quase impecável.”
        
         Argentinos vencem na S40 - Na classe S40, a maior novidade da competição, o argentino Cusi 5, de José Estevez, foi o campeão por ter obtido o maior número de vitórias na competição. Na classificação geral, o barco terminou com oito pontos perdidos assim como o Mitsubishi/Gol, de Eduardo Souza Ramos e de Torben Grael.
        
         "O barco provou ser muito competitivo e o equilíbrio foi o destaque mais uma vez desta classe”, comemorou o comandante, que também ganhou um Rolex, aliás o segundo nesta competição. Ele foi campeão da antiga classe IMS 500 em 2007 como o veleiro Personal. "Este título tem um sabor especial. Afinal superamos adversários fortes como o Mitsubishi/Gol, com velejadores expecionais como Torben.”
        
         Para Souza Ramos, que achou ter faltado um pouco de sorte para ter ficado com o título, o importante é o crescimento da classe. "As pessoas ligadas à vela ficaram impressionadas. Os uruguaios já encomendaram um e a expectativa é que a classe ganhe cada vez mais adeptos", comentou o comandante.
        
         A classe teve quatro barcos este ano e a expectativa é de que oito disputem a edição 2010 da Rolex Ilhabela Sailing Week.
        
         O terceiro é último Rolex ficou com Fábio Filippon, bicampeão da classe ORC Club. Com o velejador olímpico Bruno Fontes no timão, o Katana II mostrou-se muito superior. Tanto assim, que ganhou a ORC Club geral, a ORC Club 670 e o Campeonato Brasileiro de Skipper 30. "Viemos para Ilhabela bastante confiantes em conquistar o bi porque estávamos bem treinados”, comentou o velejador do Iate Clube de Santa Catarina, em Florianópolis.
        
         Outro barco que confirmou o favoritismo foi o Ventaneiro, de Renato Cunha. Campeão da ORCi 600 e terceiro no geral da classe mais importante da competição, o veleiro ganhou também a First Beneteau 40.7. "Fizemos tudo certo, mostrando muita regularidade em todo o torneio”, comemorou o trimmer Ricardo Ermel.
        
         O veleiro Repeteco foi o campeão da classe HPE25. Entre os 19 competidores, a única tripulação estrangeira foi exatamente a vencedora, comandada pelo argentino de Córdoba Mateo Scarafia. O veleiro assumiu a liderança só na sexta-feira e ganhou o título com 26 pontos perdidos – apenas um de vantagem sobre o Sapeca/Verax, de Alan Adler.
        
         Família Grael - Se Torben acabou em segundo lugar como tático do Mitsubish/Gol na classe S40, a família Grael teve muito o que comemorar. O filho Marco foi campeão geral do ORCi, com o Loyal/Red Nose, enquanto a mulher Andrea ajudou o J24 de Juliana Senfft a ganhar a ORCi 700.
        
         "Estou feliz com a performance do Marco e do Loyal, que velejou muito bem em toda a competição. Esse barco tem um trabalho interessante de reunir sempre velejadores da Ilhabela e o Marco está aprendendo. Acho que ele pode conciliar competições de vela de Oceano com a campanha olímpica de 49er ao lado do Bochecha (André Fonseca).”
        
         Martine também filha de Torben disputa a classe 420 no Campeonato Mundial da Juventude, em Búzios.