Notícia
em 05/07/2009


Crise mundial não abala a competição

A economia do Brasil sente os impactos da crise mundial. Mas, às vésperas da regata inaugural da 36 edição da Rolex Ilhabela Sailing Week, os números do evento não corroboram isso. O mau momento financeiro global não intimidou os velejadores, que totalizam mais de 200 barcos inscritos, um recorde de participação. Sempre acreditei que podíamos ultrapassar a marca dos 200 barcos. Estou muito satisfeito com esse feito, afirmou José Manuel Nolasco, diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela (YCI).
      
       Além da marca histórica, os organizadores da Rolex Ilhabela Sailing Week também podem se orgulhar de estrearem, em 2009, uma nova classe de disputa, com os moderníssimos barcos S40. A crise parece não ter intimidado o investimento em tecnologia: Começamos a conversar sobre essa nova classe ainda no ano passado, quando o Estevez e o Alejandro estiveram aqui em Ilhabela e apresentaram o projeto. Um ano depois, com muita rapidez, já somos quatro S40 na raia, disse Eduardo Souza Ramos, que teve apenas dois dias de contato com seu novo barco antes das regatas.
      
       Acostumado às vitórias na competição, o pouco tempo de treinamento deste ano pode ser um fator contrário a Souza Ramos. Contudo, o empresário conseguiu um aliado fortíssimo para disputar a Rolex Ilhabela Sailing Week no seu barco: Torben Grael, que acabou de conquistar a Volvo Ocean Race, chega para velejar o S40. E em todas as regatas! Eu o convidei para vir prestigiar o evento, talvez navegar um ou dois dias. Ele disse que queria participar da Semana inteira. É claro que eu comemorei. Vou passar uma semana em silêncio, brinca Souza Ramos.
      
       Tradição
      
       Contudo, nem só de novidade será feita a Rolex Ilhabela Sailing Week. A tradicional entrega dos três relógios Rolex aos vencedores gerais das classes ORCi, ORCc e também da estreante S40. Com a palavra, aquele que é apontado como o comandante da embarcação favorita na ORCi: Viemos de bons resultados no ano. Realmente temos conquistado muito. Mas isso não garante nossa vitória. Na vela, ninguém ganha de véspera. São diferentes fatores que podem levá-lo à vitória ou não. O esportista tem de entrar para vencer. Mas também tem de saber perder, considera Ernesto Breda, dono do Touchè Super, que corre na ORCi. Para Breda, seus principais concorrentes ao Rolex na ORCi são os barcos Loyal Red Nose, Mercenário 4 e o estreante Negra.
      
       Neste domingo, as duas centenas de embarcações dão a largada para a primeira regata da competição, a Eldorado-Alcatrazes por Boreste.
      
       Fonte: Regattanews / www.boia1.com.br