Notícia
em 01/12/2008


Ericsson 4 abre vantagem na caça às nuvens 


          Em seu décimo segundo dia, desde a largada em Cape Town, a flotilha da Volvo Ocean Race 2008/09 segue em ritmo lento, sob os doldrums nas proximidades da costa indiana. Nas últimas horas os oito veleiros estiveram longe das melhores singraduras e não passaram da velocidade máxima de 10 nós. Melhor para o Ericsson 4, de Torben Grael, que ampliou sua vantagem para mais de 54 milhas náuticas e agora está a 666 mn da chegada, em Cochin, na Índia.
       
       Aqui estamos nós, tentando atravessar os doldrums de novo. O dia de ontem foi muito bom e conseguimos aproveitar uma série de nuvens ao máximo, o que não e nada fácil. Alguns competidores não tiveram a mesma sorte e tiveram singraduras realmente pequenas. Agora estamos em um momento meio complicado. Já fora das nuvens, mas com muito pouco vento, menos de seis nós o tempo todo. O pior é que parece que os alísios de Oeste, nos quais deveríamos entrar daqui a pouco, estão bem fracos. Mais merreca, o que manda nosso tempo estimado de chegada mais para frente de novo.
       
       Os portugueses devem ter penado para chegar as Índias com suas naus. Se um VO 70 chega a fazer escassas cinco milhas em três horas, uma pesada nau deveria parecer uma ilha por uma eternidade. A nota boa ficou por conta das chuvas que propiciaram varias boas duchas para tirar um pouco da inhaca.
       
       Tudo o que temos a bordo esta na proa, no convés e abaixo também, tentando aliviar nosso bundão da água e diminuir o arrasto um pouquinho. Os Code 0, literalmente genoas de enrolar do top do mastro ao gurupés, que não eram permitidos na regata passada, melhoraram notavelmente a performance nos ventos fracos. Bom, vou ficando por aqui. Entrou um rajadão agora de 8 nós e tenho que dar uma mãozinha lá fora, reportou Torben Grael, comandante do Ericsson 4.
       
       Fonte: www.boia1.com.br